A religião é um produto cultural. Não poderia ser de outra maneira. Muitas vezes é uma imposição que tem sido inimiga da ciência e da investigação, cúmplice da ignorância, da imoralidade, da escravatura, do genocídio, do racismo e da tirania. Como exemplos, o Antigo Testamento é uma história dos horrores da humanidade. E e o Novo Testamento, especialmente o “evangelho de Paulo” , provocou a decadência da civilização até um ponto nunca antes conhecido. A Idade Média foi o momento álgido do disparate religioso forjado nos séculos IV e V. E os crentes, especialmente os mais fundamentalistas, querem ver a religião não como um produto cultural mas como uma revelação, confundindo religião com espiritualidade. No mundo antigo, à época do Império Romano, o conhecimento do mundo e dos seus fenómenos avançava pela mão da filosofia. A matemática, a geometria, a astronomia, a medicina, a arquitectura já estavam desenvolvidas. O conhecimento do mundo e dos seus fenómenos era uma preocupação q...
A VERDADE EPISTEMOLÓGICA COMO APROXIMAÇÃO À VERDADE ONTOLÓGICA O CONCÍLIO DE ÉFESO (431 d.C.) COMO EXEMPLO Amândio Galvão – PhD (American Philosophical Association, membro n. 28511168 ) sumário: Introdução A religião como elemento de poder A linguagem Sociedade e cultura Historicidade e perspectiva Lógica e hermenêutica A fé e a liberdade Concílio de Éfeso (431 d.C.) Conclusão Bibliografia INTRODUÇÃO A verdade lançada ao mundo é uma "invenção" detrás da qual há jogos de poder, de instintos, impulsos, desejos, medos e vontade de submeter. O conhecimento torna-se o campo de representação em que estes combatem e se impõem uns aos outros de forma parcial e circunstancial; portanto, o conhecimento torna-se um acontecimento dependente e interessado (Foucault; Lecciones sobre la voluntad de saber - curso en el Collége de France). Aristóteles deu conta dessa situação e manifestou que a vontade de saber era o desejo de vulnerar a aparência, quer dizer, ver...